Entre chapéus e bigodes

O chapéu sempre presente nos fatos da história mexicana e em nosso caso nem poderia ser esquecido, decidimos vincular a nossa identidade como ícone das propostas de valor.

Com certeza, você ainda desconhece sobre os hábitos e costumes da rica cultura mexicana, uma imagem estigmatizada por personagens ou desenhos, analfabetos, bêbados, cuchilões, preguiçosos, puxa-brigas, valentões.

Quantas vezes nas propagandas são usadas referências desbochadas dos músicos e ou cantores “Mariachis” da costume mexicana.

Seguramente quando criança você assistiu desenhos animados, aposto lembra de Ligeirinho – Speedy González “Looney Tunes da Warner Bros”, Panchito Pistolas – Gallo Francisco “Los 3 caballeros da Disney”, Eufrazino Puxa-briga – Yosemite Sam “Looney Tunes da Warner Bros”.

A mentalidade colonizada do brasileiro, infelizmente por anos só privilégio os acontecimentos europeus e estadunidense.

Foca-se principalmente em estas dos culturas, esquecendo e dando as costas para Hispanoamérica e de fato é comun confundir o chapéu espanhol com o chapéu mexicano, a cultura Inca no Perú com as asteca e maia, locais como Punta Cana na República Dominicana com Cancún ou Cozumel, bebidas como o mojito na Cuba com drinks a base de Tequila, os exemplos anteriores citados como mexicanos em qualquer tipo de conversa por desconhecimento.

Com certeza já curtiu fotografias de pessoas próximas como familiares e amigos o incluso algum gringo despistado nas redes sociais, que portam um chapéu mexicano, e sem percibir que usam este com assa grande para o frente. Já percebeu isto alguma vez? Pois é, a assa grande vai para atrás!

Mas calma!, em momento nenhum nossa intenção e faltar o respeito aos nossos irmãos brasileiros que nos acolherem com carinho e fraternidade,  só são tópicos recurrentes que as pessoas mencionan quando nos conhecem, e estamos aqui para ajuda-los a esclarecer com informações de primeira mão.

 

Época precolombina

O cocar “Penacho” do emperador asteca Moctezuma II é exemplo claro que desde estes tempos cubria-se a cabeça como accesorio cerimonial e jerárquico.

Foto: Museo Nacional de Antropología

 

Época vice-reinado espanhol

Casualmente o chapéu mexicano tem origem espanhol, provêem da Andaluzia e Navarra, onde este acessório era só para ricos fazendeiros.

Foto: Autor desconhecido

O primer tipo de chapéu foi o Chinaco, parecido ao Andaluz, porém com uma evolução histórica do país o México, foi-se adaptando com copa mas alta e assas mais compridas. E também diferenciava as classes sociais, ricos e caporais, mientras o campesino usaba un simples chapéu feito de palma ou palha.

Foto: Sombreros de México

 

Mediados do século XIX

O pioneiro francés François Dallet em 1847, tinha uma pequena loja de chapéus importados da Europa no hoje predio Portal de Mercaderes no zócalo da Cidade do México.

Era então 1880 quando a Veracruz arribou Charles (Carlos) Tardan, um joven emprendedor de 18 años, nacido no encantador povoado de Bosdarros, nos Baixos Pirineos muito perto de Pau – Francia, na procura por oportunidades no México e residendo na Capital del país, foi vizinho da loja de chapéus “sombrerería” de Dallet, Carlos Tardan não demorou em conhecer ao senhor Dallet, quem ofrece-lhe trabajo na sua sombrerería e posteriormente foi sócio.

Ainda até hoje existe o empreendimento com 170 anos de história.

Século XX

Na época revolucionaria, ja era um accesorio generalizado por todos os mexicanos, sendo Emiliano Zapata e Pancho Villa os principais promotores.

Foto: Autor desconhecido
Foto: Autor desconhecido

Século XXI

Más a diversidade de modelos, estilos, materiais e acabamentos são muitos, e são parte importante do figurino mexicano o “Traje de charro” falarei dele em outro post, segundo o uso e ocasião.

O chapéu protege o pensamento, sendo assim é um simbolo sagrado. A cultura mexicana começa na cabeça hacia as gesticulações, o chapéu enaltece o saber.

A copa protege nossas cabeças do sol, do frio, da chuva, do vento, da poeira e também para aqueles belos momentos românticos com a pessoa amada.

Foto: Héctor Meléndez

Muitos sabios velhos, falam que mudar de chapéu e como mudar de ideias. Será certo?

Para nós mexicanos e muito além de um artesanato é um accesorio de vestir, no cotidiano na roça, cómo também nas celebrações e festas.

Modelos

  • Modelo San Luis
  • Modelo San Luis – Moderado

    Foto: RR Western wear
  • Modelo Jalisco
  • Modelo Cocula

    Foto: Sombreros de México
  • Modelo Caporal

    Foto: Sombreros de México
  • Modelo Souvenir “Flor”

    Foto: Sombreros de México
  • Modelos regionais: acapulqueño, calentano, chamuleño, chinelo, chihuahuense, chontal, colimense, costeño, guerrerense, huasteco, jarocho, michoacano, oaxaqueño “panza de burro”, patzcuareño, tabasqueño, tamaulipeco, tejano, sinaloense, yucateco…

Estilo

  • Copa alta
  • Copa baja
  • Copa lisa
  • Copa cone “piloncillo”
  • Copa 2 pedradas
  • Copa 4 pedradas
  • Assa grande
  • Assa corta
  • Assa remangada
  • Assa gacha

Materiais

  • De lã
  • De pelo de coelho
  • De feltro
  • De palma
  • De palha
  • De lona
  • De couro

Acabamento

  • Bordado em ouro ou prata
  • Bordado em pita
  • Bordado em couro

Hoje O Chapelão “sombrerote de charro” da identidade aos mexicanos em qualquer canto do mundo, inclusive no Brasil.

Foto: O Chapelão

1 comentário em “Entre chapéus e bigodes

  1. Lúcio Onofre soares Responder

    # artigo maravilhoso que mostra e autenticidade e veracidade de história e fatos relevantes e verídicos em relação a uma cultura do uso do sombreiro e outros chapéus,por, mexicanos.
    Parabéns!

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